Depressão Refratária
O primeiro passo para compreender a depressão é entender que não se trata de tristeza e sim de uma doença. Ela não é uma fase na vida do indivíduo, é um estado patológico.
A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “Mal do Século”, uma vez que 300 milhões de pessoas sofrem do transtorno no mundo, um aumento de 18% em dez anos.
A depressão é uma doença que tem origem no cérebro. As células que o formam são chamadas de neurônios e sua comunicação é feita por neurotransmissores. Ela acontece quando, por qualquer que seja o motivo, estes neurotransmissores são comprometidos e a comunicação entre os neurônios falha. Uma série de fatores pode causar estas alterações, como predisposição genética, personalidade melancólica, estresse, traumas, abuso de substâncias e algumas doenças cerebrais.
Ela inicia com quadros de desânimo, tristeza profunda, alterações no sono e apetite (para mais ou para menos), falta de desejo sexual, perda de interesse e lentidão para realizar tarefas corriqueiras e choro excessivo.
Porém, apenas cerca de 60 a 70% dos pacientes diagnosticados com depressão respondem ao tratamento convencional com antidepressivos. Os quadros em que não há resposta são chamados de depressão refratária ou resistente.